SERAINE

A Seraine faz músicas, fotos, estuda jornalismo e insiste nessa história de blog.

Da janela

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Amostra de felicidade.

À vista de costas ainda há vista da cidade. De onde os suicídas se jogam a poesia brota para dar algum sentido a vida.
Ahh se esse papel voar!!! Eu não transmutarei em símbolos os sentimentos tão raros nesta janela(o papel está nela).
Ao som de música realista, estou sã e branda como nunca, e calma e fresca e como quase que sem aceitar, feliz. Vai passar eu sei, mas veio e isso é o que importa.
Não quero sair pela porta. Quero a janela. Nela estou feliz. Não quero cair nem sair.
Quero ficar assim…vendo a cidade que amo, mas que foi palco das minhas mais terríveis dores – e os espetáculos continuam, pelo menos até o presente momento em que estou aqui, na janela, sentindo o mundo como se não fosse lúdico.
O importante é o que foi embora pela janela sem eu ter que encará-la.

Escrito por Gabrielle Seraine

Janeiro 6, 2006 às 10:10 pm

Publicado em Poesia

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