Archive for Julho 2005
Eles são reais

E eles então entram no picadeiro. Não para perfomances incríveis, com saltos bem ensaiados e posições para atear fogo. Eles são apenas a nossa imagem ampliada.
A maquiagem bem feita para que os rostos não sejam revelados como são e o corpo vem disfarçado com figurinos comédia. Cabelos chamativos, olhares compulsivos, crianças rindo, todos se divertindo. Eles são palhaços, mas são humanos. Nós somos humanos, mas somos palhaços. Olhamos o que o público quer para colocar o disfarçe sem que qualquer sentimento seja exposto. E rimos para que as crianças no futuro acreditem em nossa palhaçada.
Como solução: Algum calor…

O clima cinzento de Curitiba esconde pessoas insubstituíveis…
Umas que congelaram partes importantes e outras que se tornam importantes ao descongelar tudo com pequenos sinais de calor..
::Foto enviada por José Oliva – a quem eu dedico essas poucas palavras. Poucas, mas são as melhores que eu posso oferecer agora. E também porque as poucas dele me causaram muito efeito.
Eis o meu problema: Eu odeio o frio
Em Brasília 10°
A gente funciona, mas pode não funcionar.
Coisas entram em nossas casas e mudam nossa realidade.
A alma sempre paga o pato, mas é ela que sempre comete o erro.
E o frio chega na cidade quente, literal e poeticamente. Na casa e na alma.
As lareiras não existem aqui…nem a ajuda que sempre estava ao lado.
Quero colo da minha mãe….
Todo rio limpo tem um cobra
Todo senso comum te discórdia
Toda regra tem exceção
Em toda limpeza há pó
Toda raiva esconde dó
No universo há um buraco
No bom caráter tem egoísmo
Na bela mulher há TPM
Sempre há medo em quem nada teme
Há provincianismo na cidade grande
Há distância entre os namorados
Falta um elo na ciência
Há um furo na sua calça
