SERAINE

A Seraine faz músicas, fotos, estuda jornalismo e insiste nessa história de blog.

Mas é que as coisas passam…

com um comentário

Eu e o Vini conhecemos a Bia de Luna em um dos nossos primeiros encontros lá no Café e Cultura em Curitiba.
O relacionamento com ele acabou, e se tornou uma das amizades mais puramente fraternais que eu tenho. A Bia de Luna morreu, o café fechou e eu não moro mais em Curitba.
Todos esses finais se explicam perfeitamente com: nada resiste ao tempo e ao acaso. E podem ser resumidos em: as coisas passam.

E é engraçado eu lembrar tanto da Bia nesses últimos dias. Parece-me que a figura dela é uma concisão de Curitiba que paira no meu inconsciente. Taciturna, fechada, louca, birlhante, fálica, refinada, finada.

“…porque todos nos encontraremos nas incertezas do subsolo…”

E a poesia da moça dos óculos pintados me faz lembrar das ruas molhadas iluminadas com luz quente no centro da cidade. Ruas essas que elevam a dramaticidade de qualquer encontro casual. Os bares subterrâneos, as casas sempre fechadas com pessoas fechadas dentro, uma feira alegre e colorida aos domingos, a cidade fantasma.
Os termômetros registram 35º graus em Brasília e mesmo assim as vezes eu sinto falta de quatro cobertas pesadas, da sensação térmica de -14º e o vento com aquela voz mais grossa.

Mas é que as coisas passam. E quem não aprende isso é que fica pra trás.

Escrito por Gabrielle Seraine

Novembro 11, 2009 em 3:40 pm

Publicado em Papo pro ar, Poesia, Pretexto

Dartamello apresenta: Diário

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Diário 

Direção:  Dudson Seraine

Roteiro:  Emanuel Menim I  Vinícius Sgarbe I Dudson Seraine

Direção de Fotografia:  Ata Hostin

Produção:  Gabrielle Seraine

Assista aqui.

 

Escrito por Gabrielle Seraine

Outubro 8, 2009 em 10:36 pm

Cuidado com o que você deseja.

com um comentário

Os nossos desejos ocultos conversam com os desejos ocultos dos outros. 

Ai eles combinam como tudo vai ser, quando e onde.

Eu não sei com vocês, mas pelo menos em mim os desejos ocultos mandam.

 Eu até consigo procastinar um pouco suas ordens, mas eles não estão nem aí.

Roubam minha paz e contentamento com a situação atual e me levam a pensar em algo que me fará mais feliz.

Eu, que nem sequer acredito em felicidade.

Os desejos ocultos são sonhos anões.

Mais rápidos e mais eficazes.

Eles têm compromisso com a realidade.

Os sonhos não.

Os sonhos são lerdos e dificilmente se comunicam com os sonhos dos outros.

Os desejos fazem tudo por você.

 Os sonhos não.

Esse é o perigo.

Essa é a melhor parte.

Escrito por Gabrielle Seraine

Agosto 25, 2009 em 6:22 pm

Publicado em Pretexto

Dois lados da moeda

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OBS: O artigo que segue não expressa o meu ponto de vista, mas acho interessante observar com cuidado os dois lados da questão. Ou não é isso que nós os “estudantes de jornalismo” aprendemos na faculdade?

 

Agora jornalismo é para quem quiser, graças a Deus

Por Marcos Zibordi

Ok, sou mais um a escrever sobre o fim da exigência do diploma para jornalistas. Relutei em fazer este artigo, mas a indignação dos profissionais me toca. Estão putíssimos, é fato. Meus alunos, preocupados. Eu adorei. Agora, jornalismo é para quem quer fazer jornalismo, não para quem teve a chance econômica de adquirir o diploma que permite exercer a profissão.

Sem dúvida, as razões de Gilmar Mendes e seus pares são equivocadas – eles pensam que o jornalismo não pode prejudicar a sociedade, opinião realmente inacreditável. Contudo, assusto igualmente com os argumentos dos jornalistas, especialmente um: o diploma garante, no mínimo subsidia, a qualidade do exercício profissional. Será preciso lembrar quantos casos para demonstrar o contrário? Escola Base? A edição do debate Lula-Collor? A sanha de abutres na morte de Isabella Nardoni? Ou o assassinato de “garota Eloá”, promovido por diplomados?

Aliás, menos: é só ler jornais, revistas; acompanhar rádio e televisão; ler os famigerados releases das assessorias de imprensa. Em geral, o jornalismo praticado no Brasil é tecnicamente medíocre, a repetição de si mesmo, quem viu um viu todos. Não falo de ética, compromisso social, não sonho tanto. Penso na proclamação do textozinho padrão, o verbo “disse” após a citação, a malandragem da isenção, da imparcialidade, a incapacidade narrativa, a capacidade de aliciar sem ser sexy. O jornalismo brasileiro ainda não decidiu se pronuncia “risco de vida” ou “risco de morte” e chama o PCC de “quadrilha que age dentro e fora dos presídios”, evidenciando-os com a expressão pomposa que pretendia ocultá-los.

Os jornalistas também esperneiam pela possibilidade de perderem conquistas históricas. Ora, por séculos existimos sem diploma, coisa que imperou no Brasil por somente 40 anos. Não estou negando os nacos arrancados a duras penas das montanhas de dinheiro desse bando de Tio Patinhas, empresários da comunicação. Porém grandes conquistas dos trabalhadores em jornalismo são anteriores à ditadura e à exigência do diploma, tipo a instituição do primeiro piso salarial e da jornada de cinco horas, resultado da greve de 1961, organizada pelo sindicato dos jornalistas de São Paulo – mas quando foi mesmo a última greve dos jornalistas, a mobilização que deu notícia?

Fico me perguntando sobre a nossa situação. Pesquisas demonstram que a profissão figura entre as mais insalubres e, após quarenta anos da “categoria organizada” no Brasil, somos explorados ao extremo, recebemos miséria, trabalhamos pra cacete.

Sabe qual o salário de um jornalista na capital paulista? O piso é de R$ 1.738,25 para quem trabalha cinco horas (duvido que exista um) em jornal ou revista. No interior, rádios e televisões pagam R$ 861,85. Imagino que vários cozinheiros ganhem melhor.

Sobre os presumíveis direitos dos jornalistas, risíveis. Inúmeras redações funcionam com legiões de diplomados “contratados” temporariamente. A Editora Abril, a maior do ramo, ajusta freelancers por exatos dois meses e 29 dias, para não caracterizar vínculo empregatício aos três meses. Surgiu “no meio jornalístico” a expressão de todo escrota: “frila-fixo”. Designa o jornalista temporário que trabalha direto e reto na mesma empresa, às vezes anos, sem nenhum direito.

Para os que defendem seus canudos, duas perguntas: por que vocês aceitaram e aceitam ter aulas, talvez a maioria delas, com professores que não são nem nunca foram jornalistas, inclusive em disciplinas específicas? Não seria mais, digamos assim, lógico, receber formação de gente da área, já que, como diz a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), o jornalismo é “uma atividade profissional especializada, que exige sólidos conhecimentos teóricos e técnicos, além de formação humana e ética”?

Há ainda o argumento da “contratação de qualquer um” pelas empresas de comunicação. Percorri os telejornais e desde a decisão do Supremo Tribunal Federal não assisti a cena clássica, filmada do helicóptero, a fila de candidatos a emprego dobrando a esquina, hordas de bárbaros aspirantes ao jornalismo prestes a invadir as redações, suas pastinhas nervosas no sovaco, o currículo dentro.

Não haverá “invasão”, palavra que amestrados diplomados usam sempre para denegrir a legítima e última solução da gente mais explorada deste país. Amestrados: são conhecidos “no meio jornalístico” pela acrobática alcunha de “focas”. Com o fim da reserva de mercado, lo siento, os penetras com vocação e preparo, sim, concorrerão com nosotros.
Dando aulas em cursinhos populares, inclusive dentro da Universidade de São Paulo (USP), cansei de ouvir lamentações de jovens pobres que sonhavam um dia ser jornalistas, mas não podiam, não poderiam nunca concorrer à vaga na universidade pública, nem financiar a particular. Treta, né? Quanto vale um sonho impedido?

Por fim, relaxem, os cursos de jornalismo sobreviverão, e nem sei se precisarão justificar sua existência. Em geral eles prestam enorme serviço aos patrões formatando o futuro profissional, aulinhas de lide durante meses, exercícios práticos que achatam a criatividade, a sagacidade, o tesão dos alunos com asneiras do tipo “não use adjetivo”, “seja objetivo”, “seja imparcial”. Não duvido nada que permaneçam as picaretagens típicas de sala de aula, aqueles mestres que vivem de um difuso, duvidoso e remoto passado profissional, ou os chatos capazes de criar esta impossibilidade ambiental: o clima de marasmo tenso.

Continuidades à parte, torço agora pelo próximo passo evolutivo: a extinção da obrigatoriedade do diploma de Direito. É praticamente impossível, eu sei, inclusive a Ordem dos Advogados do Brasil apóia a exigência para jornalismo, imagina se mexerão no deles. Mas não custa nada sonhar com o dia em que velhinhos não precisarão mais recorrer a um advogado para pedir revisão de aposentadoria, por exemplo.

Marcos Zibordi é reporter da revista Caros Amigos.

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Escrito por Gabrielle Seraine

Junho 25, 2009 em 4:15 am

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Espetáculo sobre Franz Kafka em cartaz no Novelas Curitibanas

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kafka

´Kafka – escrever é um sono mais profundo do que a morte´ é o espetáculo em cartaz no Teatro Novelas Curitibanas, com sessões de quinta-feira a sábado, às 21h, e domingos, às 19h, até 12 de julho. Com texto e direção de Edson Bueno, a peça recompõe a personalidade de Kranz Kafka (1883-1924), um dos mais famosos escritores do século 20. Segundo o diretor, o espetáculo faz uma especulação perigosa e irresponsável sobre a infância do escritor.
Como teria sido a infância de Franz Kafka? O espetáculo foi construído a partir desse questionamento. “Transformamos o escritor num personagem dele mesmo e jogamos com suas palavras, seu tempo, suas ideias e obsessões, percorrendo verdades históricas como racismo, preconceito, fascismo, acrescidos de lendas e abismos psicológicos familiares. Sugerimos que sua imaginação peculiar estava pronta para fazer dele o escritor que foi”, explica Edson Bueno.
O ponto de partida foi o livro Kafka de Crumb, que faz um panorama simples e veloz do começo da vida de Krafka. Autor de obras-primas como O Processo, A Metamorfose, O Castelo, Na Colônia Penal e Carta ao Pai, Kafka teve uma vida confusa, dolorosa e intensa. Seus escritos relataram de forma expressionista, mas de precisão cruelmente cirúrgica, a condição humana diante da autoridade superior inatingível, fosse ela representada pelo governo, pela burocracia, pelo patrão, pelo policial, pela figura paterna ou até mesmo pelos fantasmas habitantes da vida interior. Seus personagens, acompanhando seu próprio sentimento diante da vida, reduziam-se, transformavam-se, decaíam e pereciam diante da doença que, segundo ele, era a própria condição humana. A vida, segundo a literatura de Kafka, é uma eterna incompreensão e o mundo, uma insensatez.

Serviço:
Kafka – Escrever é um sono mais profundo do que a morte. Texto e direção de Edson Bueno.
Local: Teatro Novelas Curitibanas (Rua Carlos Cavalcanti, 1.222)
Data: Até 12 de julho de 2009. De quinta-feira a sábado, às 21h, e domingos, às 19h.
Ingressos: uma lata de leite em pó
Informações: 3321-3358

Autor : Assessoria de Imprensa
Fonte : Fundação Cultural de Curitiba

OBS de Seraine: Verei e conto como foi!

Escrito por Gabrielle Seraine

Junho 19, 2009 em 8:17 pm

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Caverna Experimental Noise Band

com 2 comentários

 

A banda da turma do primeiro período do curso de jornalismo da UniBrasil fez muito barulho na última terça-feira, dia 02.
Carlos, Yuri, Ramon e cia, chamaram atenção até do Diretor Acadêmico, Jairo Marçal.
Não foi coisa pouca.
E tudo sob a tutela, é claro, de Victor Phil Spector Folquening, nosso profe.

Escrito por Gabrielle Seraine

Junho 6, 2009 em 9:11 pm

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James mais pop será conhecido no domingo

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O resultado do concurso cultural “The James Game” sai neste domingo, no James Bar. Três artistas curitibanos instalaram quatro manequins: Julie, Niki, Marcos James e Jimmy Lenox. Eles tem figurinos, profissões e personalidades.

A intenção dos artistas do grupo “pelospublicos” é elegar o mais pop. A votação fica aberta no site www.pelospublicos.art.br até às nove da noite de domingo. O resultado será divulgado na presença dos candidatos, logo depois, no James Bar. A entrada custa oito reais. O James Bar fica na Vicente Machado, 894, no Batel Soho.

 logopelosG 

Vinícius Sgarbe
www.sgarbe.com
+55 41 9930-5177

Escrito por Gabrielle Seraine

Maio 23, 2009 em 7:11 pm

Publicado em Eu indico

De volta ao Ap 103

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escrever

Depois de buscar esse blog lá naquele poço onde as pessoas ameaçam se jogar na novela das oito (que mau gosto), volto a escrever no Ap 103.

Agora não mais por simples prazer ou hobby, já que sou, oficialmente,
uma estudante de jornalismo.

Isso mesmo. Em uma faculdade, com professor e tudo.

Escrever não é mais opcional.

A livre e desajeitada Gaviela está agora enjaulada em uma sala de aula ouvindo todos os seus professores celebrarem a melhor profissão do mundo.

E viva a academia!!

Escrito por Gabrielle Seraine

Maio 19, 2009 em 9:35 pm

Publicado em Papo pro ar

Bienal Brasileira de Design em Brasília

com 2 comentários

Único contratempo: Limitação com o uso da máquina fotográfica pela organização do evento. Então, se vc não quer fotografias no local, proiba logo de uma vez e não me faça tentar operar uma máquina compacta sem flash em condições de iluminação bem duvidosas. No mais, tudo ootemo, pois o Museu Nacional é oootemo.

Mais infos em http://www.bienalbrasileiradedesign.org.br

 

 

Escrito por Gabrielle Seraine

Outubro 13, 2008 em 2:26 pm

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Fashionista

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Ai Deus. Já estou vendo que vou me matar de rir…

 

 

Ator de Borat invade passarela e interrompe desfile em Milão
 

MILÃO (Reuters) – O ator Sacha Baron Cohen, mais conhecido por seu personagem Borat, invadiu a passarela de Agatha Ruiz de la Prada, em Milão, na sexta-feira. O desfile teve de ser interrompido enquanto os seguranças intervinham.

Baron Cohen está em Milão, fazendo um novo filme, sobre moda. O protagonista é um fashionista austríaco chamado Bruno.

Ele invadiu a passarela, enrolado em uma longa veste preta com acessórios excêntricos.

O desfile recomeçou depois de alguns minutos de escuridão, enquanto Baron Cohen, ou Bruno, era retirado da passarela. As modelos mantiveram a compostura, mas a estilista estava visivelmente abalada, ao aparecer na passarela no fim do desfile.

O nome do novo filme de Baron Cohen é “Bruno: Jornadas Deliciosas pela América com o objetivo de transformar o Homem Heterossexual”.

Agatha Ruiz de la Prada disse que sua coleção foi inspirada pelo pintor espanhol Diego Velázquez. Mas os vestidos, com formas ousadas, pareciam inspirados por outro espanhol – Joan Miró.

(Por Jo Winterbottom)

Escrito por Gabrielle Seraine

Setembro 27, 2008 em 12:23 pm

Publicado em Cinémathèque

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