
Não peço perdão por todos os meus pecados. Peço é para Deus deixar uns aqui mesmo como anticorpos contra maldades alheias.
Não gosto de ambientes cheios de gente. Fico imaginando o que todas as pessoas estão pensando sobre tudo, depois cruzo as informações e tento tirar conclusões sobre todos os assuntos que elas possivelmente pensaram.
Coleciono chaves que acho na rua e cadernetas de anotações. Algumas estão em branco há anos.
Adoro perder tempo com coisas que não tem a menor importância. Penso que o tempo não é minha propriedade, portanto não estou perdendo nada.
Defendo a idéia de que todas as pessoas que são nervosinhas demais tinham de tomar a anti-rábica ao nascer.
Não sou uma pessoa vazia e nem cheia. Eu não sobro, só isso.
Eu já odiei mortalmente todas as pessoas que mais amo e amei por um momento todas as que mais odeio. Não economizo em admiração e escárnio, nunca.
Entre uma escovada de cabelo e outra eu esqueço tudo o que estava planejado para os cinco minutos seguintes. Todos os estabilizadores de humor que tomei me fizeram perder um pouco da memória, da agilidade e me envelheceram um pouco antes da hora.
A minha vida nunca foi fácil e eu sei que nunca será, mas ninguém vai me fazer levar uma dificuldade muito a sério. Gosto de uma boa trilha sonora para os piores momentos e é ali bem no meio da merda que está a melhor Gabrielle que todos os que me cercam conhecem.
Não tenho medo do sucesso, pois sei que tudo não passa de correr atrás do vento.
Preciso de um manager urgentemente para me ajudar a aproveitar bem os talentos ou de alguém que me convença que eu não sirvo pra isso ou pra aquilo.
Só que me convencer de alguma coisa é tarefa árdua, pois obstinação é o elixir da minha personalidade.
O chão é o limite.
No entanto, concordo que teimosia demais é coisa de gente chata.
Talvez num outro dia que eu tenha mais saco, continue a escrever sobre mim.